Se você é lojista e está procurando uma forma de atrair mais clientes e facilitar o pagamento dos seus produtos, talvez ainda não tenha considerado uma estratégia que está ganhando força: vender por meio do consignado. É isso mesmo — não estamos falando daquele modelo onde o lojista recebe mercadoria de fornecedor para revender. Aqui, o foco é outro: permitir que o cliente compre usando o empréstimo consignado como forma de pagamento.
Essa modalidade já é bastante conhecida entre aposentados, servidores públicos e trabalhadores com carteira assinada. Mas o que pouca gente sabe é que o comércio pode se beneficiar disso também. Ao permitir que o cliente parcele usando o desconto em folha, o lojista garante uma venda à vista e o consumidor ganha mais prazo — com juros bem menores do que no cartão ou no crediário tradicional.
Mas, claro, nem tudo são flores. Pra operar com consignado, o lojista precisa se conectar com instituições financeiras ou fintechs que ofereçam essa estrutura. Também é necessário entender as regras, margens de crédito, e o perfil do público que usa esse tipo de serviço. Não dá pra sair oferecendo sem planejamento.
Quer entender como sua loja pode aproveitar esse modelo e transformar uma ideia simples em diferencial competitivo? Vamos passar por cada etapa do processo, com dicas práticas e exemplos. Bora descomplicar isso tudo?
O que é e como funciona o modelo de venda via consignado
Quando falamos de empréstimo consignado como forma de pagamento, estamos falando de uma venda em que o cliente não usa dinheiro, nem cartão. Ele contrata um crédito em nome próprio, com desconto direto no salário ou benefício, e usa esse valor para comprar na sua loja. Pra você, lojista, o pagamento é à vista. Para o cliente, o parcelamento é garantido com juros menores.
Essa estrutura só é possível porque existe uma instituição financeira por trás. Ela libera o crédito diretamente ao consumidor e, após aprovação, o valor é transferido pra sua conta. A loja recebe o pagamento e a financeira assume o compromisso de receber as parcelas do cliente ao longo do tempo.
Do ponto de vista comercial, é uma baita vantagem. Primeiro, você recebe tudo de uma vez — sem risco de inadimplência. Segundo, consegue atrair um público que busca boas condições de pagamento, especialmente os aposentados e servidores públicos. E, terceiro, se diferencia dos concorrentes oferecendo uma forma de compra mais acessível.
Parcerias com instituições financeiras são essenciais
Pra que o crédito consignado funcione como forma de pagamento no varejo, o lojista precisa se integrar a uma financeira ou fintech que opere com essa linha. Existem plataformas que já fazem toda a intermediação: o cliente faz a simulação, escolhe o valor, assina o contrato digitalmente e o lojista recebe o pagamento — tudo em poucos minutos.
Essas parcerias são fundamentais porque é a instituição financeira que vai avaliar o crédito, verificar a margem consignável e processar o pagamento. O lojista não precisa se envolver com análise de risco ou cobrança — apenas com a venda em si. Ou seja, é como aceitar cartão de crédito, mas com outra dinâmica por trás.
O ideal é buscar uma plataforma confiável, que tenha integração rápida, suporte técnico e, principalmente, credibilidade no mercado. Assim, você protege seu negócio e oferece segurança ao cliente. E claro, vale a pena treinar sua equipe para entender como funciona o processo — isso gera confiança na hora da negociação.
A importância de simular com o cliente na hora da compra
Um dos pontos-chave nesse tipo de venda é simular empréstimo junto com o cliente no momento da negociação. Isso mostra transparência, gera confiança e ajuda a fechar a venda. A simulação mostra o valor da parcela, o número de meses e o custo total da operação — sem surpresas.
Além disso, permite que o cliente escolha a melhor condição dentro da sua margem consignável. Às vezes, ele acha que pode financiar um valor, mas ao simular descobre que a parcela excederia o limite permitido por lei. É melhor ajustar na hora do que ter o contrato recusado depois.
Existem plataformas que permitem simular em tempo real, direto no celular ou computador da loja. Isso agiliza o atendimento e torna a experiência mais profissional. Quanto mais simples e transparente for o processo, maiores as chances de conversão.
Como oferecer a opção de consignado no ambiente digital
Se sua loja também vende online, dá pra incluir o empréstimo online como forma de pagamento. Algumas fintechs já oferecem integração com e-commerces, permitindo que o cliente simule e contrate o crédito direto na página do produto — e finalize a compra como em qualquer outro meio de pagamento.
Essa funcionalidade é especialmente útil pra públicos mais velhos, como aposentados, que estão cada vez mais ativos no ambiente digital. Imagine a vantagem competitiva: enquanto os concorrentes parcelam em até 12x no cartão, sua loja oferece até 84x com desconto em folha. É ou não é um baita diferencial?
Mas aqui também vale o alerta: tudo deve ser feito com segurança. Certifique-se de que a instituição parceira tenha certificações, criptografia de dados e boa reputação. E sempre ofereça um canal de atendimento pro cliente tirar dúvidas antes de finalizar a compra. Transparência é tudo.
O público do INSS como oportunidade de negócio
O público que utiliza empréstimo consignado INSS representa uma fatia enorme e crescente do mercado consumidor. Aposentados e pensionistas estão cada vez mais conectados, buscando conforto e praticidade nas compras. E mais: muitos preferem comprar à vista — ou com parcelas que caibam no benefício — do que usar o cartão de crédito.
Oferecer a opção de pagamento via consignado pra esse público é uma forma de fidelizar clientes, aumentar o ticket médio e facilitar a conversão. Lojas de eletrodomésticos, móveis, eletrônicos e até óticas têm explorado esse nicho com ótimos resultados.
É importante, no entanto, adaptar a linguagem, simplificar a explicação do processo e garantir que o atendimento seja acolhedor. Esse público valoriza a confiança — então, quanto mais clara for a proposta, maior a chance de fechar a venda.
Cuidados legais e boas práticas na operação
Apesar de todas as vantagens, o lojista precisa ficar atento às obrigações legais. A venda por meio de crédito consignado exige transparência total nas informações, clareza no contrato e respeito ao direito de arrependimento. O consumidor tem até 7 dias pra cancelar a operação, e o lojista precisa estar preparado pra lidar com isso.
Além disso, não é permitido forçar a contratação de serviços adicionais ou cobrar taxas escondidas. Toda a operação deve seguir as regras do Banco Central e do Código de Defesa do Consumidor. Ter uma assessoria jurídica ou contábil para revisar os termos é uma boa ideia.
Outra prática importante é acompanhar os resultados. Saber quantas vendas foram feitas via consignado, qual o perfil dos clientes que optaram por essa modalidade e onde estão os gargalos do processo. Isso permite ajustes e aprimoramento contínuo da estratégia — transformando o consignado em mais do que uma opção de pagamento, mas sim em uma ferramenta de crescimento.