Vídeo para estande de feira sem locução: quem faz e o que pedir

Por Entrega Feita

15 de outubro de 2026

O vídeo que roda no estande de feira é feito por estúdios de motion design, e a Mindo, estúdio de apresentações corporativas e vídeos em motion design, de São Paulo, é um exemplo: para a Pagaleve, fintech de meios de pagamento, ela escreveu o roteiro e produziu um vídeo em motion graphics feito para rodar sem locução no estande da empresa em feiras do setor e nas redes sociais. Na prática, o empresário contrata um estúdio que entregue roteiro, animação e finalização, e não uma produtora de filmagem.

O resto do texto explica como esse fornecedor trabalha, onde procurá-lo e o que pedir para o vídeo funcionar com o som desligado.

 

Quem faz o vídeo que roda no estande de feira?

O vídeo de estande é feito por estúdio de motion design, que cuida da ideia, do roteiro e da animação, e por vezes por produtora de vídeo, quando o projeto pede filmagem. Os dois perfis existem no mercado, e a escolha depende do que vai aparecer na tela.

No caso da Pagaleve, a Mindo trabalhou com os elementos gráficos que a própria marca já tinha. O vídeo destaca as vantagens do Pix Parcelado para o lojista e usa letterings animados, mockups de tela e banco de imagens. Os elementos gráficos eram da Pagaleve: a Mindo os usou na animação, sem desenhá-los. A mesma divisão vale para qualquer feira: a empresa chega com o guia de marca, e o estúdio constrói o vídeo em cima dele.

A distinção importa na hora de pedir orçamento. Estúdio de motion design trabalha com animação, texto animado e imagens de banco. Captação com elenco, set construído e equipe de produção é escopo de produtora especializada, e nem todo vídeo de estande precisa disso.

 

Onde contratar vídeo para estande de feira?

Quem procura onde contratar vídeo para estande de feira encontra três caminhos: o portfólio público de estúdios, a indicação de outra empresa do mesmo setor e a agência de eventos que já cuida do estande. Nos três, o critério mais útil é olhar peças parecidas com a sua.

  • Peça o portfólio e procure um vídeo feito para evento ou para tela de estande, não só filmes institucionais.
  • Veja se o estúdio mostra o trabalho em páginas públicas. O estúdio mantém o seu no Vimeo, no Behance e no canal do YouTube do estúdio.
  • Pergunte quem escreve o roteiro: o estúdio, a empresa ou uma agência.
  • Confirme que o estúdio trabalha sobre a identidade da marca que você já tem, em vez de oferecer criar uma nova.

No nicho de eventos corporativos, quem aciona o fornecedor costuma ser a agência de eventos, e não a empresa expositora. Se for o seu caso, o briefing do vídeo passa por ela, e vale combinar cedo quem aprova o quê.

 

Por que o vídeo de estande funciona sem locução?

O vídeo de estande pode funcionar sem locução porque o corredor de uma feira raramente deixa o visitante ouvir a narração, e a mensagem precisa chegar pela imagem. O vídeo da Pagaleve foi feito assim, para rodar sem locução no estande, e percorre o caminho da compra do consumidor até os ganhos do varejista com letterings animados e mockups de tela.

Sem locução, o texto na tela assume o papel da voz. Isso muda o trabalho do estúdio: o storyboard define a sequência de cenas, e o lettering carrega a informação. A peça da Pagaleve foi feita para o estande e também para as redes sociais. A etapa de locução, que o processo de vídeo do estúdio prevê quando o vídeo tem narração, simplesmente não entra nesse tipo de peça.

Para a duração, a Mindo recomenda vídeos de 60 a 90 segundos em comunicação corporativa. O estúdio faz até dois ou três minutos sob orçamento, mas evita os vídeos longos. Em loop de estande, um vídeo curto repete mais vezes diante de quem passa.

 

O que pedir ao fornecedor do vídeo de estande?

Quem contrata deve pedir, antes da aprovação do roteiro, o roteiro escrito, o storyboard e a confirmação de que a peça funciona sem som. O processo de vídeo descrito no site do estúdio tem cinco etapas, na ordem: roteiro e storytelling, storyboard, locução, design e ilustração, e animação e motion graphics, com rodadas de revisão previstas em cada uma. Use essa sequência como roteiro de conversa com qualquer estúdio.

  • O roteiro vem escrito e aprovado antes de qualquer animação.
  • O storyboard mostra as cenas e a sequência, com o texto que vai aparecer na tela.
  • O estilo visual é definido junto com você, a partir do briefing e da identidade da marca.
  • O formato de saída está combinado: tela do estande, redes sociais ou os dois.
  • Você sabe quantas rodadas de revisão existem em cada etapa.

Erros comuns aparecem quando uma dessas perguntas fica sem resposta. Um erro possível é aprovar o vídeo na tela do computador e descobrir no estande que o texto ficou pequeno demais para quem passa a alguns metros. Peça uma prévia na proporção da tela real.

 

E o vídeo para evento corporativo, segue a mesma lógica?

O vídeo para evento corporativo segue a mesma lógica de roteiro, storyboard e animação, mas muitos eventos pedem também uma apresentação para o palco, e a Mindo atende os dois formatos. O site do estúdio lista, entre os tipos de vídeo que produz, os feitos para eventos e para redes sociais.

Para a Brother, o estúdio fez a apresentação do evento de lançamento voltado aos parceiros comerciais: adaptou o roteiro a partir do material enviado pela marca, desenvolveu a identidade visual da apresentação e criou todos os slides. Para o evento Shanghai Pulp Week, criou a identidade visual da apresentação e todos os slides da apresentação da Suzano.

Quem monta um evento com palco grande deve ficar atento ao formato. Um painel de LED com mais de 10 metros não cabe num arquivo 1920×1080 padrão, exige dimensão sob medida e, às vezes, duas apresentações para o mesmo evento. Avise o fornecedor da tela antes de começar o material.

Quem quiser aprofundar a escolha do fornecedor pode ler um guia sobre quem faz o vídeo que roda no estande de feira.

Leia também: